domingo, 30 de maio de 2010

Um só

Olhos que confessam
Braços que protegem
Corações que disparam
Corpos que adormecem

Noites que inspiram
as palavras que me fogem
a cada instante

Melodias que silenciam
Nada é o bastante

Peito que é travesseiro
dos meus sonhos, tão reais
Abraço que nos une a noite toda
Despertar que só faz querer mais

Beijos que me tiram o fôlego
Carinhos que me tiram do sério
Desejos que me tiram a razão
Sonhos em que o tempo é vilão

Caminhos que por certo se cruzaram

Olhares que se encontraram
em meio a multidão
Hoje somos dois,
mas um só coração.

sábado, 8 de maio de 2010

O começo

a dúvida?
surgia,
ultrapassava a razão .
descompassava,
pressentia
a alegria...
eu viveria,
finalmente, então?

disritimia:
eis que ele partia
e levava consigo
meus dias!
ah! aquele olhar,
o que primeiro
nos encontrou
ficou a me atormentar,
tudo me levava a ti
a mim restava
fechar os olhos e
sonhar,
te esperar...
roubavas
o que eu não tinha
eras tudo o que eu queria!
estavas longe
e eu era
insanidade,
desespero...
saudade!
então eu sentia,
eu vivia
a tão desconhecida
felicidade...

quinta-feira, 6 de maio de 2010

um certo décimo poema de amor

eu só queria que o olhar
fosse a qualquer tempo
que tua companhia
fosse meu momento
que o beijo
fosse a eternidade
que os teus carinhos
fossem a contento...

que a felicidade
seja infinita
como o sentimento
que minha alma grita;
que seja tão duradoura
quanto bonita;
que permita a saudade
ser passageira;
quando a matarmos
que nosso amor
seja tão verdadeiro
que possamos nos entregar
um ao outro,
finalmente
por inteiro.

desabafo

teus beijos
meu oxigênio
teu abraço
meu conforto
sem você minha vida para
meu caminho é torto
meu coração não bate
meu pensamento é oco
minha vida dá nó
meu corpo é morto.