terça-feira, 12 de outubro de 2010

Noite qualquer

Era eu em teus braços, luzes coloridas, sussurros e nada mais. Por algumas horas esquecemos do mundo à nossa volta, dos problemas, do celular. Nada nos importava...
A música ao fundo nos embalava. A pele arrepiava a cada toque. A respiração descompassava, os olhares se encontravam, os corpos se pertenciam.

O que mais nos importava, se tínhamos um ao outro? Se nos tínhamos em uma noite fria, se tínhamos todo o tempo do mundo? A certeza que surgia naquela noite era que não precisávamos de mais nada. Podia ventar, o mundo acabar, e eu morreria em teus braços, sem temer, pois contigo eu já estava no céu.

Meu

Pensei em você partindo.  Nessa hora eu me senti morrer. Uma dor nunca antes sentida, meu peito rasgava, meus olhos ardiam. Tudo a minha volta era cinza, eu era só frio. E sofria. Foi quando me dei conta o quanto eu te amava, e quanto eu era feliz com sua presença, com você na minha vida. E eu percebia, a cada dia, como a ti eu pertencia...