quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Segredos

O cansaço não vinha me permitindo desvairar as noites adentro a fim de expressar meus segredos afora. 
Esta noite, devido a pedidos e chantagens baratas - as quais sempre acabo me rendendo - vim contar alguns segredos para estes poucos leitores que me acompanham. Mas em especial, para alguém especial...

Meus segredos já não são tão secretos assim... Pelo menos eu acho que expresso muy bién o que sinto, através de gestos, palavras e olhares.
Fato é que desde a madrugada de 4 de julho do ano passado, minha vida se transformou. A princípio uma aventura noturna, que evoluiu para encontros vespertinos e beijos calientes ao entardecer, que sem ser nada obvio se tornou uma saudade avassaladora, uma necessidade repentina, uma paixão nunca antes vivenciada por este pobre coração que não sabia o que era o amor.


Desde esta madrugada, os sorrisos são constantes. Os objetivos são comuns. Somos cúmplices, amantes,de dois somos só um...

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Noite qualquer

Era eu em teus braços, luzes coloridas, sussurros e nada mais. Por algumas horas esquecemos do mundo à nossa volta, dos problemas, do celular. Nada nos importava...
A música ao fundo nos embalava. A pele arrepiava a cada toque. A respiração descompassava, os olhares se encontravam, os corpos se pertenciam.

O que mais nos importava, se tínhamos um ao outro? Se nos tínhamos em uma noite fria, se tínhamos todo o tempo do mundo? A certeza que surgia naquela noite era que não precisávamos de mais nada. Podia ventar, o mundo acabar, e eu morreria em teus braços, sem temer, pois contigo eu já estava no céu.

Meu

Pensei em você partindo.  Nessa hora eu me senti morrer. Uma dor nunca antes sentida, meu peito rasgava, meus olhos ardiam. Tudo a minha volta era cinza, eu era só frio. E sofria. Foi quando me dei conta o quanto eu te amava, e quanto eu era feliz com sua presença, com você na minha vida. E eu percebia, a cada dia, como a ti eu pertencia...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Dias comuns

É um dia comum: nublado e frio em Curitiba. Embalada por uma música romântica assim como muitas do Scorpions, olhando o cinza dos prédios que se camuflam com o céu do fim do inverno, é a sua face que me vem à memória.

A saudade invade o meu peito. É a necessidade que surge, de repente, de estar em seus braços, protegida.

Hoje eu só quero ter você, num piscar de olhos.

E um pouco mais de tempo e liberdade pra me expressar.

sábado, 17 de julho de 2010

Hoje eu acordei sorrindo,

e feliz!

Essa noite eu tive um sonho... que me pareceu tão real!

Nele eu me entregava ao amor, rompia com o passado, rasgava fotos, lembranças, pesadelos. Nesse sonho eu perdia todos os meus medos, seguia rumo à felicidade. Nesse sonho alguém me abraçava, me dizendo que ia ser pra sempre. Esse sonho era em preto e branco, passava como um filme. Mas eu sentia alguém, me abraçar, me rodopiar. Esse alguém declarava amor, sorria, me fazia feliz. Eu queria viver esse sonho pra sempre. Mas sabe qual foi o melhor? Acordar e ver esse alguém dormindo do meu lado.


Hoje eu acordei sorrindo.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

ah! um ano já?!

Um ano...Um ano que passou voando. Um ano que me trouxe de volta a felicidade, que me fez acreditar que o amor é possível, sim.

Um ano da confusão, da troca de olhares, da expectativa. Um ano das primeiras palavras, dos primeiros contatos...da primeira impressão. Da impressão que eu tive que eu tinha que estar ali, e naquele momento. Um ano que um beijo mudou minha vida, que uma banda mudou meus planos, que um homem entrou na minha vida.

E a saudade já tomava conta, e eu nem sabia direito porquê. E eu só queria saber quem era aquele homem, o que ele tinha que não saía do meu pensamento...

(...)

domingo, 30 de maio de 2010

Um só

Olhos que confessam
Braços que protegem
Corações que disparam
Corpos que adormecem

Noites que inspiram
as palavras que me fogem
a cada instante

Melodias que silenciam
Nada é o bastante

Peito que é travesseiro
dos meus sonhos, tão reais
Abraço que nos une a noite toda
Despertar que só faz querer mais

Beijos que me tiram o fôlego
Carinhos que me tiram do sério
Desejos que me tiram a razão
Sonhos em que o tempo é vilão

Caminhos que por certo se cruzaram

Olhares que se encontraram
em meio a multidão
Hoje somos dois,
mas um só coração.

sábado, 8 de maio de 2010

O começo

a dúvida?
surgia,
ultrapassava a razão .
descompassava,
pressentia
a alegria...
eu viveria,
finalmente, então?

disritimia:
eis que ele partia
e levava consigo
meus dias!
ah! aquele olhar,
o que primeiro
nos encontrou
ficou a me atormentar,
tudo me levava a ti
a mim restava
fechar os olhos e
sonhar,
te esperar...
roubavas
o que eu não tinha
eras tudo o que eu queria!
estavas longe
e eu era
insanidade,
desespero...
saudade!
então eu sentia,
eu vivia
a tão desconhecida
felicidade...

quinta-feira, 6 de maio de 2010

um certo décimo poema de amor

eu só queria que o olhar
fosse a qualquer tempo
que tua companhia
fosse meu momento
que o beijo
fosse a eternidade
que os teus carinhos
fossem a contento...

que a felicidade
seja infinita
como o sentimento
que minha alma grita;
que seja tão duradoura
quanto bonita;
que permita a saudade
ser passageira;
quando a matarmos
que nosso amor
seja tão verdadeiro
que possamos nos entregar
um ao outro,
finalmente
por inteiro.

desabafo

teus beijos
meu oxigênio
teu abraço
meu conforto
sem você minha vida para
meu caminho é torto
meu coração não bate
meu pensamento é oco
minha vida dá nó
meu corpo é morto.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

teu corpo

meu tato
teu espelho
meus dedos
teu cabelo

meus beijos
tua nuca
minha pegada
teu desejo
fecho os olhos
mas te vejo
e você sente
meu ar
meu pulsar
cochichar
ao pé do ouvido
arrepio
incontido
minhas palavras
sem esforço:
eu só "esboço"
é só "esboço"...

domingo, 4 de abril de 2010

Entrega

Dono dos meus sorrisos,
porque ao acordar é de nós que eu recordo

Dono da minha felicidade:
Pelo simples fato de fazer parte da minha vida.

Dono dos meus pensamentos,
te entrego minhas palavras,
que são o que de melhor possuo,

Versos sem métrica,
pois a vida não precisa seguir uma lógica
Versos sem muitas rimas
Porque o amor não precisa fazer sentido,
Mas versos verdadeiros,
que representam o mais intenso,
o mais profundo sentimento,
resultado dos bons momentos
que me servem de inspiração.
Porque a vida deve ser assim,
como nossos beijos...

Desejo

as mãos que acariciam
e os olhos que seduzem...
o que tento lutar
já não é mais consciente
tento fugir,
mas estou em seus braços
de repente
meus cabelos,
desarrumados.
minha roupa,
amassada,
minha respiração,
descompassada.
queria fugir,
queria fingir

mas há algo entre nós,
que é mais intenso
coisa de pele,
que transcede a razão
ou não?
quase um instinto
vidas que se encontraram
num labirinto
corpos que se desejam
famintos...



segunda-feira, 15 de março de 2010

de volta

E o sorriso 
volta a me habitar,
à medida que o brilho 
dos meus olhos
encontra o seu olhar

e os braços se enlaçam
e os corações aceleram
e as horas não passam
e os problemas esperam...

domingo, 28 de fevereiro de 2010

comentários cotidianos

Cada dia que passa me dá ainda mais certeza que aquela troca de olhares foi definitiva. Senti que você tinha entrado na minha vida pra valer. Senti, no meio daquele caos em que te vi pela primeira vez,
que aquela não seria a última. Senti no sabor do seu beijo, um gosto especial. Senti que a partir dali, a vontade seria insaciável...

domingo, 24 de janeiro de 2010

Na rua escura

Foi numa madrugada qualquer,
em que um beijo tinha um sentido diferente
em que a saudade insuportável fora enfim findada
em que as estrelas, tímidas, arriscaram em aparecer.
Foi numa madrugada qualquer
que as horas não nos importavam
que o coração, sem porquê, acelerava
que Manuel Bandeira fora desenterrado
em troca de uma mão,
de uma boca, de um todo.
Em troca de um sim.
Foi numa madrugada qualquer
que o mundo deixou de ter importância
que as rimas voltaram a me habitar
que a felicidade veio a me acompanhar
Foi numa madrugada qualquer
que eu comecei a dançar,
sem música, no corredor
ah! foi nessa madrugada...
eu passei a acreditar no amor.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

chuviscos

O barulho da chuva
a cair, sem pressa
no vidro do carro
olhos nos olhos
que não hesitam em fechar
quando os lábios estão
a se aproximar
as mãos
a te acariciar
a respiração
que se descompassa
só de lembrar...